PHP – A Origem

Você provavelmente já ouviu falar sobre PHP pelo menos uma vez na vida. PHP é uma das linguagens de programação mais famosas e duradouras que já existiu.

PHP normalmente é usada com um servidor Web, como Apache e Nginx, para servir  conteúdo dinâmico a páginas web. Lembrando que esse é o uso mais comum, porém, ela também pode ser usada para construir aplicativos de linha de comando, sendo esse um uso não muito comum na comunidade, mas muito eficiente.

PHP teve um passado bastante problemático, no começo, foi uma coleção de scripts CGI escritos por Rasmus Lerdorf em 1994. O principal objetivo era substituir um conjunto de scripts escritos em Perl que Lerdof usava no desenvolvimento de sua página pessoal, daí surgiu o nome: [P]ersonal [H]ome [P]age Tools.

Rasmus Lerdorf é dinamarquês-canadense e nasceu em 1968 na Groenlândia. Além do projeto PHP Lerdorf contribuiu para vários outros projetos de código aberto ao longo dos anos. Foi arquiteto de infraestrutura no Yahoo por mais de 7 anos e posteriormente ingresso na Etsy (https://www.etsy.com/) em 2012.

Rasmus Lerdorf é formado em engenharia de projeto de sistemas da Universidade de Waterloo (https://uwaterloo.ca/).

Fonte [ http://lerdorf.com/bio/ ]

 

O verdadeiro começo…

Entre os anos 1994 e 1998, o PHP foi totalmente revisado, redefinido e reiniciado diversas vezes. O processo de transformar o PHP de uma coleção CGI para a linguagem que conhecemos hoje começou quando dois desenvolvedores, Andi Gutmans e Zeev Suraski, ambos de Tel Haviv, decidiram se juntar a Rasmus em seu projeto. Após um longo e desgastante processo em junho de 1998, surgiu o PHP 3. And e Zeev mais tarde fundaram a empresa Zend Technologies que ficou conhecida com o seu framework, zend framework que por muitos anos permaneceu entre os mais utilizados na linguagem PHP.

Embora diferente, essa foi a primeira versão do estável e com uma sintaxe próxima da que temos atualmente. Entre seus recursos mais importantes, estava presente: suporte para diversos bancos de dados, protocolos e APIs.

Devido a grande facilidade e simplicidade em utilizar a linguagem, em alguns meses após o seu lançamento oficial, o PHP já conquistou cerca de 10% da web e muitos projetos surgiram com a utilização do PHP.

Cenário Atual

Após muitos anos o PHP vem a cada dia tornando-se melhor, muitos consideram que a versão 5 em diante mudou completamente a linguagem, após essa versão muitos que criticavam a linguagem, passaram a utilizar em seus projetos. A versão 7 e mais recente (7.3 durante a escrita deste artigo) surpreendeu ainda mais com sua significativa melhoria de desempenho e sintaxe.

Além de ser mais segura, o PHP atualmente é mais gerenciável e estável. Diversos outros recursos surgiu para contribuir no ecossistema como um todo. Antigamente o processo de

implementação era gravar e editar os arquivos PHP, carregá-los em um ambiente de produção usando FTP e verificar se tudo estava funcionando no servidor.

Agora com o surgimento de softwares de controle de versão como o GIT, é possível gerenciar inúmeras versões do projeto, expandir de forma mais prática e unir parte de outras modificações no código.

Mais recentemente com o surgimento de ferramentas como Vagrant e Docker é possível trabalhar com ambientes locais e de produção idênticos, facilitando todo o processo de Testes e Deploy da aplicação.

Outras ferramentas e recursos também merecem ser mencionados, como PHPUnit para realizar testes unitários. Composer para fazer o gerenciamento de dependências do projeto. E sem dúvida as PSRs que definem atualmente o que será implementado e os padrões dos mesmos.

Saindo um pouco de toda a história de como surgiu e como se encontra atualmente a linguagem, caso você seja iniciante ou nunca tenha visto um  trecho código em PHP essa seção abaixo, será de extrema importância, caso tenha interesse na linguagem. Aos demais, obrigado por terem lido até aqui e caso tenham interesse de continuar a leitura, sintam-se a vontade 🙂

Conhecimentos iniciais e básicos

Como dito anteriormente, PHP é uma linguagem interpretada. Um interpretador tem a função de ler um código fonte e converter em código executável.

Em PHP um script é composto por várias instruções diferentes e o interpretador entende que um comando termina e outro inicia, perante a um ponto e vírgula. Não é obrigatório

mas extremamente recomendado que utilize o que chamamos de identação, para melhorar a visibilidade do código, além de separar em pequenos blocos { . . . }, como no exemplo:

A construção da linguagem não difere letras maiúsculas de minúsculas, mas os nomes de variáveis e constantes variam. Isso significa que $var $VAR e $Var são variáveis diferentes.

Um dos motivos da adoção em massa do PHP foi a sua facilidade na utilização em conjunto com HTML, sendo apenas necessário a utilização dos delimitadores conhecidos como <?php ?>.

Antigamente haviam outros delimitadores, que hoje já foram removidas ou estão obsoletas. como por exemplo:

Para imprimir o conteúdo imposto em uma varia utiliza-se o echo, existem outras foram de imprimir, mas dessa forma o código torna-se padronizado e mais legível.

 

Finalizando o conto de fad.. ops, a história.

Nesse texto podemos ver que o PHP vem de uma longa jornada, de altos e baixos, mas se mantêm fortemente no desenvolvimento para a web. Esse texto foi composto por uma história das origens da linguagem, seguido por simples exemplos de utilização da linguagem.

Espero que tenha sido útil e acompanhe os próximo “capítulos”…

Esse texto é uma releitura do artigo publicado em: https://hackernoon.com/php-basics-for-expert-web-developers-1-part-8a35d408d2ea